As provas aumentaram de que comer gordura não engorda, veja o que realmente engorda

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As provas aumentaram de que comer gordura não engorda, veja o que realmente engorda

Durante muito tempo, a gordura foi apontada como a grande vilã da alimentação. Agora, porém, tudo indica que pode ter sido uma injustiça. O aumento de peso e risco de doenças estaria muito mais relacionado ao consumo de açúcar. Isso, é claro, em comparação a gorduras de boa qualidade.

Sabe quando se falava que o abacate devia ser banido da dieta? Ou que o salmão não poderia fazer parte das refeições do dia a dia? Aos poucos, essas restrições estão caindo, conforme se entende melhor como nosso organismo funciona. Veja a seguir!

Gordura e açúcar costumam ser consumidos juntos

Em todo o mundo, a gordura e o açúcar costumam andar de mãos dadas. Imagine, por exemplo, o donuts norte-americano. Se trata de um alimento rico em carboidrato, com açúcar adicionado e fritos em imersão de gordura. No Brasil, os sonhos de padaria seguem a mesma lógica.

A questão é que, cientistas especializados em alimentação, têm percebido que se consumidos isoladamente, açúcar e gordura agem de maneiras diferentes no organismo. A gordura de boa qualidade não apenas não ajudaria a engordar como poderia ser uma aliada da perda de peso.

Um recente estudo publicado pela revista científica Circulation apontou que o açúcar segue um caminho contrário. O açúcar adicionado a bebidas como refrigerante não apenas influenciam no peso como podem aumentar o risco de morte. Dois copos por dia seriam suficientes para afetar o organismo negativamente a ponto de ser perigoso para a saúde. Impressionante, não é?

Em seu livro A Bíblia da Comida Ruim (tradução livre, em lançamento no Brasil), o professor e pesquisador Aaron Carroll chega a afirmar com todas as letras: “Se tem uma coisa que sabemos sobre gorduras, é que seu consumo não aumenta o peso. Pelo contrário, com sua ajuda é possível eliminar alguns quilos”, escreveu ele.

Isso significa que comidas como manteiga de abacate, salmão e nozes precisam ter um lugar importante na dieta. Afastados das refeições na década de 90, esses alimentos estão voltando lentamente para a mesa. E é importante que seu consumo seja sem medo.

Existem diferentes tipos de gordura

Antes de começar a comemorar a liberação da fritura, muita calma! Quando se fala em benefícios da gordura na dieta e até na perda de peso, se trata das gorduras boas.

Os três tipos de gordura são:

  • Saturadas — o ideal é não ultrapassar 20g de consumo ao dia. É a gordura de fontes animais, como a do leite e seus derivados, ou da carne branca e vermelha, sempre em forma sólida. Seu consumo em excesso aumenta o colesterol ruim (LDL). No entanto, não pode ser banida completamente, pois o organismo precisa de sua presença para certos processos e hormônios;
  • Insaturadas — é obtida de fontes vegetais, sendo indicado (atualmente) o consumo de 44g por dia. Encontrada também em forma líquida, é retirada do milho, azeite, salmão, castanhas, entre outros. É responsável por aumentar o colesterol bom (HDL). No entanto, não pode ser aquecida, ou perde suas propriedades e se torna ruim para o organismo;
  • Trans — essa é a gordura presente em alimentos industrializados. É, basicamente, a gordura vegetal modificada. Deve ser evitada na dieta, pois tanto diminui o colesterol bom quanto aumenta o ruim. Já esteve muito presente em todos os produtos industrializados, entretanto, seu uso tem sido mais controlado.

Em resumo, a gordura insaturada — não aquecida — é a mais indicada para o organismo. Por isso, alimentos como o já mencionado abacate ou mesmo nozes, por exemplo, estão sendo reinseridos na lista de saudáveis.

A diferença entre dieta low-fat e low-carb

A diferença entre dieta low-fat e low-carb

Um jeito de analisar a ingestão baixa de gorduras em relação à de açúcar, é uma comparação com a dieta low-carb. Quando se come pouco carboidrato, a perda de peso acontece em pouco tempo.

Muitos estudos já comprovaram que as pessoas que cortam gordura, por outro lado, não percebem diferença na balança. E também notam poucos benefícios em relação aos riscos de desenvolver doenças cardíacas.

Ainda que uma dieta de perda de peso vise principalmente a estética, é essencial que a saúde também seja preservada.

Pessoas que comem mais gordura, mas reduzem o consumo de carboidrato refinado conseguem tanto emagrecer como melhorar as condições do organismo.

Uma pesquisa publicada pelo jornal The Lancet relatou que mais de 130 mil pessoas tiveram sua dieta acompanhada em 18 países. As pessoas que comiam uma quantidade menor de gordura, morriam de causas variadas, tendo mais chance de desenvolver problemas cardíacos. Já quem se alimentava com menos carbo, tinha menor chance de desenvolver essas doenças.

Por meio desses resultados, há um consenso cada vez maior de que é preciso rever as políticas alimentares em todo mundo.

O que reduzir a ingestão de gordura faz com o corpo

Inicialmente, a gente tem a impressão de que se comer menos gordura, menos gordura vai se acumular no corpo. Entretanto, uma pesquisa de 8 anos publicada pela Harvard acompanhou cerca de 50 mil mulheres em uma dieta low-fat. Ao longo desses anos, elas não perderam peso, não diminuíram o risco de câncer de mama, câncer colorretal, ou de doenças cardíacas.

Parte do problema está no que a gente faz com a dieta quando decide cortar a gordura. A maioria dos alimentos com pouca gordura é cheio de açúcar e carboidrato. Quer um exemplo clássico e super comum? A barrinha de cereal.

Basta conferir o rótulo de uma barrinha e perceber que os índices de açúcar e carbo são altos, com pouca gordura.

Na prática, o que acontece é que você acaba comendo mais de dois ingredientes que estão diretamente ligados ao aumento de peso. Quanto mais grãos refinados alguém consome, mais peso tendem a ganhar.

Em resumo, a mensagem aqui é tomar cuidado com as dietas da moda e ficar atento aos nutrientes. Uma dieta muito restritiva que corte todos os tipos de gordura pode não fazer o bem que você espera.

Na verdade, uma ingestão adequada de gordura ajuda a manter até mesma a sensação de saciedade por mais tempo. Logo, é indispensável comer com inteligência e ficar sempre atento aos novos estudos sobre o que é importante na alimentação.

O que você achou dessa nova teoria? Costuma comer mais carboidrato do que gordura? Deixe seu comentário falando como tem sido sua dieta e se tem conquistado os resultados que gostaria!

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